Orientação TCC

| 20 de março de 2011

Sobre o Texto

A redação de trabalhos acadêmicos apresenta características e estilo próprios, o que os tornam diferentes de outros tipos de textos, como, por exemplo, os jornalísticos, literários e publicitários. Para a sua produção devem ser observados os princípios básicos para a redação de documentos técnico-científicos, os quais são apresentados a seguir:

Objetividade
Na linguagem científica, os assuntos precisam ser tratados de maneira direta e simples, com lógica e continuidade no desenvolvimento das ideias, cuja sequência não deve ser desviada com considerações irrelevantes. A explanação deve se apoiar em dados e provas e não em opiniões sem confirmação.

Clareza
Uma redação é clara quando as ideias são expressas sem ambigüidade para não originar interpretações diversas da que se quer dar. É importante o uso de vocabulário adequado e de frases curtas, sem verbosidade, tendo-se como objetivo facilitar a leitura e prender a atenção do leitor. Os problemas e hipóteses devem ser formulados com propriedade, evitando-se expressões com duplo sentido, palavras supérfluas, repetições e detalhes prolixos que dificultam o entendimento do assunto.

Precisão
Cada expressão empregada deve traduzir com exatidão o que se quer transmitir, em especial no que diz respeito a registros de observações, medições e análises efetuadas. Indicar como, quando e onde os dados foram obtidos, especificando-se as limitações do trabalho e a origem das teorias. Deve-se utilizar a nomenclatura técnica apropriada, empregando-a sempre da mesma forma em todo o texto e de acordo com a sua aceitação no meio científico. Evitar adjetivos que não indiquem claramente a proporção dos objetos mencionados, tais como médio, grande, pequeno. Evitar também expressões como quase todos, nem todos, muito deles, sendo melhor indicar cerca de 60% ou mais precisamente, 63%, 85%. Não empregar advérbios que não explicitem exatamente o tempo, modo ou lugar, tais como: aproximadamente, antigamente, recentemente, lentamente, algures, alhures, nem expressões como provavelmente, possivelmente, talvez, que deixam margem a dúvidas sobre a lógica da argumentação ou clareza das hipóteses.

Imparcialidade
Evitar ideias pré-concebidas, não superestimando a importância do trabalho, nem subestimando outros que pareçam contraditórios.

Coerência
Deve-se manter uma sequência lógica e ordenada na apresentação das ideias. Um trabalho, em geral, divide-se em capítulos, seções e subseções, sempre de forma equilibrada e coesa. Na formulação de títulos para itens não usar ora substantivos para uns, ora frases ou verbos para outros.

Conjugação Verbal
Recomenda-se a expressão impessoal, evitando-se o uso da primeira pessoa, tanto do plural como do singular. Igualmente, não deve ser adotada a forma o autor ou o escritor em expressões como: o autor descreve ou o autor conclui que.

Exemplo:
...procurou-se mensurar a reação da planta...
...na obtenção destes dados, procedeu-se segundo critério...

Os dados referentes aos resultados de observações e experiências devem ser expressos em formas verbais indicativas de passado (forma narrativa).

Exemplo:
...foram coletadas amostras de solo na área...

Generalidades, verdades imutáveis, fatos e situações estáveis exigem formas verbais indicativas de seu valor constante.
Exemplo:
...o ácido sulfídrico é empregado na análise qualitativa do segundo grupo.


Abreviaturas e Siglas

Apenas abreviaturas essenciais deverão ser usadas. Quando mencionadas pela primeira vez no texto, escrever sempre por extenso, indicando entre parênteses a forma abreviada. Não adicionar a letra “s” a uma abreviatura, significando plural e não colocar ponto após as abreviaturas de unidades padronizadas. Evitar o uso de etc. ao fim de enumeração, pois não acrescenta outra informação senão a de que está incompleta. Abreviaturas e siglas devem ser apresentadas em listas, com seu enunciado por extenso, antes do texto.

Elementos do Trabalho e suas descrições

5.4.4. Palavras-chave / Descritores
As palavras-chaves / descritores, como o próprio nome já revela, consistem nos termos fundamentais que irão exprimir a essência do assunto tratado no artigo, e, obrigatoriamente, eles devem aparecer após o resumo, sendo precedidos da expressão Palavras-chave. Recomenda-se que o autor, no máximo, exponha uma relação de sete palavras.

5.4.5. Epígrafe
A epígrafe configura-se numa citação retirada de algum autor e colocada logo abaixo das palavras-chave. Trata-se de uma citação que tem relação com o tema do artigo. Porém, esse tipo de inscrição é um elemento opcional.

5.4.6. Introdução
A introdução é o elemento textual que comunica o assunto ao leitor, por isso ela é a sua porta de entrada. Ela deve explicitar o tema, o(s) objetivo (s), a metodologia, de forma a situar o leitor no texto. Nesse sentido, os termos e os conceitos nela apresentados devem revestir-se de bastante precisão, a fim de se evitar introduções vagas ou, então, confusas. Além da criatividade e originalidade imprescindíveis a ela, a introdução deve refletir exatamente as intenções do trabalho.

5.4.7. Desenvolvimento
O desenvolvimento ou corpo do trabalho corresponde ao momento de construção lógica do texto. Trata-se da parte principal e mais extensa do artigo, pois é nessa fase de desenvolvimento do raciocínio que o autor expõe as suas idéias essenciais. Em síntese, é a fase de fundamentação teórico-metodológica do texto, porque é nesse momento que autor constrói os argumentos anunciados na introdução. Convém que se esclareça, ainda, que o desenvolvimento pode ser elaborado tanto sem subdivisões, conforme o exemplo constante do modelo anexo, como, caso haja necessidade, ser subdividido em etapas. O importante é que o autor jamais se esqueça que essa é uma fase fundamental para a construção e comprovação das ideias propostas, por isso ele precisa não se esquecer de atender a todos os padrões de textualidade, a fim de, realmente, convencer o seu leitor. Um texto fragmentado, isto é, sem coesão, ou, ainda, sem uma lógica na exposição dos conceitos, porque a argumentação não possui uma linha de coerência, por último, um texto que não apresenta uma nova informação, porque o autor não foi capaz de se descolar dos seus referenciais teóricos, nada acrescentará ao campo científico, consequentemente, estará fadado ao descrédito.

5.4.8. Conclusão
A conclusão é o elemento textual que finaliza toda a argumentação. Nesse momento o autor expõe as suas deduções e/ou inferências, buscando fazer uma ligação com os argumentos expostos no texto. Trata-se de uma retomada dos conceitos apresentados tanto na introdução como no desenvolvimento, mas não uma repetição. Em outras palavras, é a fase de “[...] dedução lógica, baseada e fundamentada no texto, de forma resumida” (LAKATOS; MARCONI, 2003, p. 259). Enfim, a conclusão procura destacar os resultados obtidos na pesquisa.

5.4.9. Referências Bibliográficas
As referências bibliográficas, obrigatoriamente, fazem parte dos elementos pós-textuais. Elas devem ser apresentadas em ordem alfabética e seguirem rigorosamente a NBR 6023 da ABNT.

5.4.10. Ilustrações
Conforme a natureza da reflexão, o artigo precisa conter ilustrações. As ilustrações referem-se às tabelas, aos quadros e às figuras. Elas complementam, quando for o caso, o texto e precisam ser inseridas o mais próximo possível do trecho a que dizem respeito. Cada ilustração deve ter um título e um número, bem como a fonte de onde foi extraída. Observe os modelos de tabela, quadro e figura abaixo. Esses modelos foram tomados como empréstimo no manual n° 4 da Universidade Federal do Paraná (2000).

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